quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Carta de Napoleão a Josefina.

A muito tempo que eu não posto no blogg um pouco mais sobre mim.
O amor que antes habitava aqui, continua a existir mesmo que eu não tenha mais expressado ele de forma tão impulsiva e descontrolada. E assim, fui indo entre os meus pensamentos e a realidade. E em um desses confrontos, talvez reais, eu li uma carta que me vez pensar em você.
Pode parecer absurdo o que vou colocar mas é a verdade. Napoleão amou. E em um dos seus momentos de amor escreveu a Josefina Bonaparte. Coloco aqui sua carta que chamou muito a minha atenção e me vez perceber que, realmente, todos amam...

“Não passo um dia sem te desejar, nem uma noite sem te apertar, nos meus braços; não tomo uma chávena de chá sem amaldiçoar a glória e a ambição que me mantêm afastado da vida da minha vida. No meio das mais sérias tarefas, enquanto percorro o campo à frente das tropas, só a minha adorada Josefina me ocupa o espírito e coração, absorvendo-o por completo o pensamento. Se me afasto de ti com a rapidez da torrente de Ródano, é para tornar a ver-te o mais cedo possível. Se me levanto a meio da noite para trabalhar, é no intuito de abreviar a tua vinda, minha amada.E no entanto, na tua carta de 23, tratas-me na terceira pessoa, por Senhor! Que mazinha! Como pudeste escrever-me uma carta tão fria? E depois, entre 23 e 26 medeiam quase quatro dias: que andaste tu a fazer, porque não escreveste a teu marido?... Ah, minha amiga, aquele tratamento do “senhor” e os quatro dias de silêncio levam-me a recordar com saudade a minha antiga indiferença. (…) Isto é pior que todos os suplícios do Inferno. Se logo deixaste de me tratar por tu, que será então dentro de quinze dias?! Sinto uma profunda tristeza, e assusta-me verificar a que ponto está rendido o meu coração. Já me queres menos, um dia deixarás de me querer completamente; mas avisa-me, então. Saberei merecer a felicidade…Adeus, mulher, tormento, felicidade, esperança da minha vida, que eu amo, que eu temo, que me inspira os sentimentos mais ternos e naturais, tanto como me provoca os ímpetos mais vulcânicos do que o trovão. Não te peço amor eterno nem fidelidade, apenas a verdade e uma franqueza sem limites. No dia em que disseres: “Quero-te menos”, será o último dia do amor. Se o meu coração atingisse a baixeza de poder continuar a amar sem ser amado, trincá-lo-ia com os dentes.Josefina: lembra-te do que te disse algumas vezes: a natureza faz-me a alma forte e decidida. A ti, fez-te de rendas e de tule? Deixaste ou não de me querer? Perdão, amor da minha vida. A minha alma está neste momento dividida em várias direcções e combinações, e o coração, só em ti ocupado, enche-se de receios…Enfada-me não te chamar pelo teu nome, mas espero que sejas tu a escrevê-lo.Adeus. Ah, se me amas menos, é porque nunca me amaste. Tornar-me-ias então digno de lástima."

Fiquei a pensar que apesar de tais palavras tão bonitas e cheias de significado, nada é mais bonito quando são escritas por nós e ditas sinceramente… O que importa é o sentimento puro e simples!